Michel Temer para presidente!

Em situação normal de temperatura e pressão, seria o último nome para ocupar um cargo com essa envergadura, mas considerando as atuais circunstâncias, somos obrigados a considerar e analisar essa opção, senão vejamos:

A crise política, econômica e moral que os sucessivos governos do PT colocaram o Brasil é algo sem precedentes, e caso não sejam retirados do poder teremos uma grande crise em 2015, piorando consideravelmente em 2016, e uma grande estagnação em 2017 e 2018.

No que diz respeito à crise política, essa turma não tem condições morais de propor qualquer pacto, pois ninguém em boas condições mentais acredita nessa gente. Somente ainda acreditam alguns coitados que, por não terem informação, não conseguem admitir que foram enganados e aceitam o discurso “são todos iguais” e “trabalhamos para os pobres”. E, é claro, os mal intencionados que estão se locupletando do poder no governo.

O setor produtivo está atordoado, especialmente as pequenas empresas, que em sua maioria sairão do ramo nesse ano e nos próximos se nada for feito para resgatar a credibilidade e o humor dos brasileiros.

Resta retirar essa quadrilha e que o vice assuma, ele tem algumas condições políticas de fazer esse pacto com os poderosos de Brasília e o setor produtivo talvez encontre algum sentido em conversar com outro grupo. Ele deve chamar as oposições, refazer o governo com uma equipe melhor e mais capacitada. Basta vermos o que ocorreu quando o Collor foi retirado e o Itamar assumiu. Houve um pacto com as oposições na época e foi levado ao governo bons administradores, foi o início de um período de organização e estruturação do Brasil, com o plano Real, reforma bancária, lei de responsabilidade fiscal, etc.

Aos que dizem que o Temer é um político medíocre, o Itamar também não era aquelas coisas, e no momento atual, basta comparar com a Dilma, ou muitos de nossos governadores e prefeitos, chamá-los de medíocres seria um elogio para muitos. Claro que temos bons políticos, mas o momento talvez seja para que algum medíocre demonstre e se supere. A outra alternativa é uma longa crise e com desdobramentos imprevisíveis, pois podemos descambar para um caos social, com greves, acirramento da violência, e forte risco institucional.

Acredito que a única coisa que ainda segura esse acordo é o julgamento no TSE das contas da campanha da Dilma, pois como usaram e abusaram do dinheiro oriundo dos desvios da Petrobras e outras estatais, muito bem revelado na “Lava Jato” que doados oficialmente para o PT pelas empresas envolvidas nos bilhões até agora descobertos e outros ainda a serem. Caso as contas sejam desaprovadas, as eleições serão anuladas e teremos outras em 90 dias, nesse caso o vice também seria atingido. Caso as contas de campanha, mesmo com as provas irrefutáveis do roubo e consequentemente esquema de doação oficial não sejam considerados pelo TSE e sejam aprovadas mesmo que com ressalvas, o caminho estará aberto para que não percamos mais tempo com essa quadrilha.

Precisamos salvar os poucos empresários que temos, pois a maioria está desanimada, quebrada e desgostosa, sem alguma esperança. Corremos o risco que voltar para uma grande informalidade no setor produtivo, com a necessidade de muitos anos para retomar o embalo e progresso.

Ademar Batista Pereira, empresário e educador. Diretor da FENEP (Federação das Nacional das Escolas Particulares).

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